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Title: T


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Técnicas de Treinamento de Adultos
2
OBJETIVOS
O objetivo deste material é oferecer a gerentes
de empresas e a instrutores de treinamento a
oportunidade de questionamento dos métodos
tradicionais de ensino de adultos,
comparativamente a métodos mais atualizados e
dizer das vantagens destes últimos. São
apresentadas algumas técnicas de dinâmica de
grupos, que devem ser utilizadas em harmonia com
o tipo de público treinado, com o conteúdo, com o
tempo e objetivos do treinamento. As técnicas de
dinâmica de grupos, auxiliam o instrutor ou
gerente a enriquecer o leque de ferramentas que
utilizarão em seu trabalho para transmitir
conteúdos e discutir temas ligados à gestão com
seus subordinados ou treinandos. No slide final
há uma bibliografia sobre o assunto, que poderá
ser consultada para aprofundar o conhecimento
sobre as técnicas aqui apresentadas e para
pesquisar novas.
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ENSINO TRADICIONAL
No ENSINO TRADICIONAL, o educador é o
monopolizador de todo o conhecimento, pensando
e agindo pelo educando. O aluno tem medo
(respeito?!) do professor. O aluno fica contando
os minutos para acabar a aula (em muitos casos).
O processo de treinamento chega a ser quase um
CASTIGO. Às vezes é utilizado o
retroprojetor/datashow de forma exagerada, com o
intuito de modernizar as exposições, o que
acaba até prejudicando o aprendizado e
desestimulando a participação. Em geral este
método explora somente a audição e a visão dos
alunos, ficando os outros sentidos fora do
processo. Para muitos alunos o objetivo é acabar
logo com o curso ou treinamento e receber o
diploma.
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ENSINO MODERNO
No ENSINO MODERNO, o aluno é o sujeito e autor da
própria educação. Neste método o educador ou
treinador funciona como um gerenciador e
estimulador do processo de aprendizado. Em vez de
o treinador discursar o tempo todo para os alunos
tomarem nota, ou escrever no quadro para que os
alunos fiquem copiando, o treinador utiliza
técnicas de DINÂMICA DE GRUPOS, que estimulam a
participação de todos e permitem aos mais
tímidos, iguais oportunidades e facilidades na
participação e no processo de aprendizado. São
utilizados também recursos didáticos modernos e
de forma equilibrada (datashow, vídeos, quadro,
flip chart, jogos).
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RETENÇÃO DO APRENDIZADO
Relatos sobre experiências em treinamento têm
comprovado que, em geral, os alunos
absorvem 10 do que foi lido 20 do que foi
ouvido 30 do que visto na forma real 50 do que
foi visto na forma real e ouvido 70 do que foi
discutido 90 do foi discutido e feito.
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COMO O SER HUMANO APRENDE
O homem aprende através dos seus cinco sentidos.
É através deles que as impressões se
transformam em conhecimento e se gravam na mente.
É importante ao instrutor saber que, quanto
mais sentidos entram no processo de aprendizagem,
mais fácil e mais firmemente são gravados os
conhecimentos.
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COMO OS ADULTOS APRENDEM
Os adultos têm tanta facilidade de aprender como
as crianças, no entanto os métodos e técnicas
utilizados com adultos devem ser diferentes dos
utilizados para as crianças. Nos slides a
seguir há uma série de indicações de como os
adultos aprendem, para serem utilizadas pelo
instrutor nos seus processos de treinamento de
adultos.
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COMO OS ADULTOS APRENDEM
  • Os adultos aprendem somente o que sentem
    necessidade de aprender necessitam de
    conhecimentos com aplicabilidade imediata, não
    podem perder tempo ouvindo revisões e muita
    teoria.
  • b) Os adultos devem querer aprender as crianças
    normalmente aprendem induzidas pelos pais ou por
    algum professor, estudam para tirar boas notas.
    Os adultos devem ter forte motivação íntima que
    os leve a adquirir novos conhecimentos e/ou
    habilidades o desejo de aprender pode ser
    despertado, porém nunca imposto.
  • c) Os adultos aprendem fazendo a regra geral,
    vale também para os adultos, ou seja, quanto mais
    sentidos intervém na aprendizagem, tanto mais
    fácil se gravam as coisas.

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COMO OS ADULTOS APRENDEM
d) Os adultos aprendem resolvendo problemas
ligados à realidade se os problemas
apresentados em aula não lhes dizem respeito, aos
adultos não há interesse. e) A experiência afeta
a aprendizagem do adulto os novos conhecimentos
devem ser relacionados com suas experiências
anteriores e integrados às mesmas se não houver
este ajustamento, os alunos adultos tendem a
rejeitá-los. f) Os alunos adultos aprendem
melhor em ambiente informal a formalidade
bitola, inibe e cerceia a imaginação. Muitos
conservam tristes recordações da escola
tradicional. A própria disposição das carteiras
traz lembranças de outrora, por vezes, não muito
agradáveis. Por isso, a sala deve apresentar um
aspecto acolhedor, com as carteiras dispostas em
círculo, em V ou U, ou ainda de acordo com a
técnica que está sendo utilizada.
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COMO OS ADULTOS APRENDEM
g) Uma variedade de métodos e técnicas deve ser
utilizada em treinamento de adultos como as
crianças, os adultos também reagem melhor quando
lhes é apresentada uma idéia de diferentes modos.
Todavia, a escolha dos métodos, das técnicas,
deverá estar orientada segundo - a
personalidade dos alunos - os objetivos - a
matéria e conteúdos a ser transmitidos. h) Os
adultos querem orientações e não notas é lógico
que é importante para os alunos adultos conhecer
o próprio progresso. Porém, através de exames e
notas não é recomendável, a não ser que se crie
um ambiente de mentalidade de aceitação. i) Os
adultos ou aceitando ou censurando sempre
participam o adulto sempre participa, mesmo que
seja de modo não explícito. A própria crítica, a
aceitação ou não do ensino apresentado já é uma
participação. O segredo e o mérito do treinador
está em fazer esta participação ser exteriorizada.
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ALGUMAS TÉCNICAS DE DINÂMICA DE GRUPOS
A seguir são apresentadas algumas técnicas de
dinâmica de grupos. Todas elas têm por objetivo
estimular o aprendizado, integrar os
participantes e balancear as participações. Um
desafio que tem o treinador de adultos é fazer
com que as participações de todos seja
equilibrada, evitando concentração de
participação nos líderes e nos que têm maiores
facilidades de aprendizado e de comunicação.
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PAINEL INTEGRADO
PRIMEIRA FASE
SEGUNDA FASE
I
2
2
1
7
5
3
9
8
8
4
1
3
5
4
6
7
9
I
6
  • Divisão do grupão em pequenos grupos
  • Entrega de partes de um conteúdo para cada grupo
  • Estudo do conteúdo pelos participantes dos
    grupos
  • Cruzamento dos grupos de modo a que todos
    participem
  • Discussão final do conteúdo inteiro

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DISCUSSÃO CIRCULAR
PRIMEIRA RODADA
SEGUNDA RODADA
I
  • Primeira rodada com opiniões individualizadas dos
    participantes do grupo sobre um assunto
  • Segunda rodada com cruzamento intenso de opiniões
  • Fechamento com resumo do coordenador

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BRAINSTORMING
ASFASDFASDFAF
SDFSD
DFASDFSAF
ASFS
SDFASDF
FSD
SDFSDF
SFASDF
ASDFASDFA
SDFSDFSD
SDFSDFSDF
FSDFSD
SDFDF
SDFA
SDF
  • Definição do objetivo/situação a pesquisar
  • Rodada de opiniões totalmente livres
  • Coordenador vai anotando tudo
  • Resumo crítico das opiniões coletadas
  • Definição

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G.V.G.O. (GRUPOS DE VERBALIZAÇÃO E DE
OBSERVAÇÃO)
I
INSTRUTOR
GRUPO DE OBSERVAÇÃO
GRUPO DE VERBALIZAÇÃO
  • Divisão do grupão em dois grupos (GV e GO)
  • O GV discute um tema, exercita liderança e
    objetividade em solucionar problemas
  • O GO anota tudo
  • Ao final o GO dá um feedback ao GV

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JÚRI SIMULADO
ADV. ACUSAÇÃO
JUIZ
JURADOS
ADV. DEFESA
PLATÉIA
RÉU
  • Escolha de um tema polêmico para julgar
  • Distribuição de papéis para os participantes
  • Julgamento do tema escolhido
  • Avaliação dos trabalhos dos dois advogados
  • Avaliação geral do processo de julgamento

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ENTREVISTA PLANEJADA
ENTREVISTADO
ENTREVISTADORES
PLATÉIA
  • A platéia passa perguntas para os entrevistadores
  • Os entrevistadores tabulam e selecionam as
    perguntas
  • Os entrevistadores perguntam ao entrevistado
  • O entrevistado responde para a platéia

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DRAMATIZAÇÃO
  • Escolha de uma situação da vida real (uma venda,
    uma negociação, etc.)
  • Distribuição de papéis para os participantes
  • Representação da situação pelos atores
  • Feedback do grupo
  • Reforço
  • Novo feedback

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FEEDBACK
Feedback é o processo de informação verbal ou
não-verbal, dirigido a outra pessoa ou grupo,
tornando-os cientes de como sua conduta está nos
afetando.
ATITUDE 1
INDIVÍDUO
INDIVÍDUO OU GRUPO
FEEDBACK
ATITUDE 2 (MODIFICADA)
O seu objetivo é, sendo aceito pela pessoa ou
pelo grupo que o está recebendo, que haja uma
mudança de atitude para melhor, construindo,
assim, melhores relacionamentos entre os
indivíduos e grupos.
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CRITÉRIOS PARA DAR FEEDBACK
1. O FEEDBACK é mais descritivo que avaliativo.
Evitando a linguagem avaliadora, reduz-se a
necessidade da reação da outra pessoa a uma forma
defensiva. 2. Deve ser específico e não geral.
Em vez de dizer você está sempre procurando
dominar, melhor seria especificar o momento em
que demonstra tal atitude. 3. Tomar em
consideração as necessidades tanto daquele que
recebe o FEEDBACK como daquele que o oferece. O
FEEDBACK pode ser destrutivo quando só responde
às necessidades daquele que o oferece, sem tomar
em conta as da pessoa que o recebe. 4.
Dirigir-se aquele comportamento que pode ser
modificado, caso contrário aumentamos a
frustração. 5. Deve ser solicitado/negociado,
nunca imposto. 6. É preciso oferecê-lo no
momento oportuno. É muitas vezes mais eficiente
se for oferecido logo após a ocorrência da
conduta, dependendo, naturalmente, do preparo da
pessoa ou do grupo. 7. Deve ser comprovado,
para assegurar uma boa comunicação.
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BIBLIOGRAFIA
TRECKER, Harleigh B. - Como Trabalhar com
Grupos tradução de Evangelina Leivas. 4a.
Edição. Rio de Janeiro, Agir, 1974. FRITZEN,
Sílvio José (Ir. Amadeu Egydio) - Exercícios
Práticos de Dinâmica de Grupos. 10a Edição. 2
Volumes. Petrópolis, Vozes, 1987. ANDREOLA,
Balduíno A. - Dinâmica de Grupos Jogo da Vida e
Didática do Futuro, 3a. Edição. Petrópolis,
Vozes, 1985. LIMA, Lauro de Oliveira -
Treinamento em Dinâmica de Grupos, 5a. Edição,
Petrópolis, RJ, Vozes, 1976.
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FIM
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